quinta-feira, 19 de novembro de 2015

E depois da tempestade...

... a bonança.
As últimas semanas foram de preocupações e stress.  O trabalho que não correu, nem bem nem mal, não correu de todo, por motivos que me são alheios, causou-me uma instabilidade mais emocional que financeira, e fez-me perceber que a solução não seria aquela. No entanto no sábado da semana passada, as coisas começaram a mudar. Fui chamada para uma entrevista e adorei o sítio, mas não fiquei. Marcaram-me outra e não tive esperança. Nessa sexta fui fazer um exame completo e decidi que perante os resultados, o melhor era alterar algumas coisas. Fui à tal entrevista que correu bastante bem, e no intuito de a mudança ser radical, fiz madeixas e arranjei as unhas e fiquei tão serena e feliz que devia fazer isto uma vez por mês.
E na sexta passada a notícia esperada. CONSEGUI, o emprego era meu. Comecei na segunda e estou a gostar tanto que até tenho medo que o universo conspire e isto corra menos bem.

Nunca trabalhei tão perto de casa. Vou almoçar a casa e é fantástico. Espero que desta vez seja por muitos anos.Espero que corra bem!



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Só pode ser Karma...

Ela começa finalmente a dormir a noite toda!
Ele começa a acordar várias vezes, inclusive para fazer xixi! (Desde que tirou as fraldas, nunca pediu para fazer xixi de noite)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Da vida

Temos tendência a dar como certas a maioria das coisas na nossa vida. O emprego, o casamento, os filhos, os amigos, e uma centena de bens materiais...
Mas na verdade na vida tudo é precário, nunca sabemos se é para sempre, se as pessoas cá estarão para sempre, firmes e consistentes na nossa vida, quanto ao emprego, bem... aí é muito mais comum. Eu, por exemplo, nunca imaginei chegar aos 38 anos assim, sem um emprego certo, sem um ordenado digno, trabalho desde os 18 e o que ganhei? Anos de experiência que me servem de muito pouco. 
Não desgosto de não ter horas para deixar os meus filhos e para os ir buscar, agrada-me até ter tempo para mim, mas de que me serve se a parte financeira fica comprometida?

Neste país não se valoriza nada. Sinto-me muito frustrada com a vida, com o que não consegui, com o que tomei como certo...

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Ele...

Meu menino de Ouro, meu milagre, minha vida.
Menino de olhos brilhantes e curiosos, sempre vivos, sempre expectantes.
É tão fácil de surpreender, de agradar. Finalmente fica feliz na escola, embora pergunte sempre quantos dias faltam, finalmente começou a falar dos colegas e do seu dia, sem que lhe perguntemos.
Menino lindo, que já não é bebé. Sempre pronto a proteger a mana, seja do elevador ou de alguém que lha queira levar.
4 anos e tanta vida, 4 surpreendentes anos, para esta mãe que não esperava sê-lo.
Criança feliz que me enche a alma. Minha pele, meu ar, meu tudo...
Vocabulário incrível de quem parece saber falar há séculos. Cheio de razões e de duvidas, cheio de vontades e de quereres. Meu menino, meu filho, meu primeiro grande amor.







sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Obesa

Estou obesa! Um facto que custa admitir. Uma vergonha que carrego comigo. Ouço dizer por aí de conhecidos e desconhecidos que só é gordo quem quer. Pois bem eu não quero! E sou. Talvez seja verdade que me falta a força de vontade, a motivação o click, mas a verdade é que estou a tentar e não consigo. Começo bem, e de repente à mínima contrariedade desato a comer de uma forma compulsiva e desordenada, um disparate pegado que resulta de um sentimento de culpa avassalador e que me transtorna. 
Já me aconteceu duas vezes no colégio do Rafael quando o vou buscar alguns meninos dizerem "a tua mãe é gorda" e nesse momento apetece-me chorar, desaparecer para sempre. O meu filho é uma criança ainda muito inocente, não sente isso como uma critica, ou talvez para ele seja normal ter uma mãe gorda. Nunca senti, felizmente, que isso o envergonhasse ou deixasse desconfortável. Mas a mim deixa... envergonhada, triste e revoltada... Devia ser meio caminho andado para resolver o problema, mas na verdade faz-me comer ainda mais. 
Eu faço caminhadas e como carradas de pão. Eu passo o dia todo a comer bem, e à noite se fico sozinha com eles, os nervos apoderam-se de mima e como tudo o que me aparece à frente. Não emagreço uma grama, há imenso tempo. E na maior parte dos dias perco a esperança de isso me vir a acontecer.
Neste momento posso dizer com toda a certeza que continuo a viver porque sinto o amor que os meus filhos me têm e são eles que me têm salvo, porque a minha vontade é acabar com tudo.
Já falei com o médico, com mais do que um. Já fui a nutricionistas, psicólogos, médicos de família, e nada adianta... neste momento só sinto desesperança, medo, solidão... neste momento a única luz da minha vida são os meus filhos, a razão pela qual me levanto todos os dias. Neste momento não sei...